Os conhecidos malabares que se espalham pelo mundo, há um tempo chegaram em Palotina e muitos questionamentos chegaram ao Ministério Público
Os conhecidos malabares que se espalham pelo mundo, há um tempo chegaram em Palotina e muitos questionamentos chegaram ao Ministério Público, inclusive no sentido de exigir que providências fossem adotadas para que isso deixasse de ocorrer no município.
Diante destes questionamentos e algumas reuniões realizadas com as técnicas da Secretaria de Assistência Social, senti-me na obrigação de escrever este texto de caráter esclarecedor.
Primeiramente, cumpre esclarecer que o malabar tem sua origem nos artistas circenses, ou seja, são artistas de rua que praticam a arte circense fora das lonas e no curto espaço de tempo entre a mudança do sinal vermelho para o verde. Muitos aprendem sua arte com outros malabares e assim vão, livres, conhecendo o Brasil, América do Sul e mundo.
Na nossa região predominam os malabares estrangeiros, na sua maioria argentinos e chilenos, mas existem muitos brasileiros adeptos desta arte.
Em grandes centros, estudos foram realizados para identificar esta população de artista e tem-se que muitos possuem formação superior ou ensino médio completo, mas optaram pela vida livre, por conhecer lugares, ter contatos com os mais variados tipos de pessoas. Ou seja, o artista de rua, ou malabar, não é considerada população de rua que necessita de assistencialismo e sim é um estilo de vida que surgiu e que a sociedade tradicional terá que respeitar e conviver.
Vale ressaltar, também, que a pessoa que está em seu veículo não é obrigada a pagar nada ao artista, fazendo-o somente se realmente apreciar o curto espetáculo circense apresentado.
Claro que, quando falamos deste estilo de vida, os malabares têm que respeitar as demais regras da sociedade, como por exemplo: zelar pela limpeza do local que ocupam e utilizam para fazer seus espetáculos; utilizar os banheiros públicos e não fazer suas necessidades em via ou local público; utilizar do dinheiro arrecadado para alojar-se em pousadas, albergues e hotéis e até em albergues municipais, evitando dormir em vias e logradouros públicos para que não sejam confundidos com população de rua.
Por fim, tenho que a arte de rua, não é um problema assistencial e sim que carece de regulamentação do órgão de cultura local para expor as regras vigentes para a prática em nossa cidade, lembrando, sempre, que o malabar não é uma pessoa que vive na rua e sim que vive da rua e preza por sua liberdade.
Fonte: Dra. Cristiane Aparecida Ramos – Promotora de Justiça
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