Bolsa
IBOVESPA
|
Câmbio
Dólar |
Euro |
Peso Arg |
Ouro (onça) |
Várzea Cultural por Felipe Becker
29/09/2016 18:05
Dia 20 de setembro: dia do baterista!

Um baterista é um músico que toca bateria, particularmente o kit de bateria (ou bateria americana), formado geralmente pelo bumbo, caixa, surdo, chimbau e pratos (podendo ter vários tipos de tom-tons). O termo percussionista normalmente refere-se mais genericamente à pessoa que toca instrumentos de percussão, com baquetas ou não, como os tímpanos, vibrafone, tambor, pandeiro, chocalhos, tamborim e tantos outros, ou ainda utiliza o próprio corpo para montar células rítmicas, batendo palmas, no peito, ou utilizando guizos atados às pernas, etc. Alguns percussionistas montam seus próprios kits de percussão. Muitos bateristas acrescentam instrumentos não convencionais às suas baterias.
A técnica para tocar bateria é obtida ao longo de anos de estudo, sendo que uma das principais dificuldades encontradas pelos iniciantes, é a necessidade de grande coordenação motora, onde se pretende conseguir a maior independência possível entre os membros do corpo, pois em alguns ritmos mais complexos, cada um deles efetua movimentos totalmente distintos.
Bons bateristas são músicos experientes, com um ouvido acurado para o ritmo e a forma musical, que agem como a força rítmica de todo um conjunto. Um bom baterista é preciso, técnico e sensível ao que a música pede, sabendo exatamente onde colocar notas e onde deve haver espaço para a música respirar. É importante para o baterista ouvir muitas músicas, observar detalhes e estudar muito. Isso proporciona um rápido aprendizado e facilita na hora de tocar.
O baterista é extremamente importante no que se refere ao desempenho de uma banda, por exemplo, pois seu instrumento é percussivo, o que dá o ritmo para a música, sendo sua responsabilidade semelhante à de um maestro, determinando o andamento durante toda a execução.
O dia 20 de setembro é considerado o Dia do Baterista, e a VC entrevistou alguns dos bateristas de Palotina. Desde já a VC parabeniza a todos os bateristas, pois sem eles não haveria graça e nem existiria bandas!

Confira a entrevista com alguns bateristas de Palotina e região!

Gustavo Soares, baterista da banda Outro Lado e professor na Escola Sonora
VC - Como surgiu seu interesse na música e principalmente a escolha pela bateria?
O interesse pela música surgiu na adolescência. Comecei tocando guitarra, mas não me identifiquei muito, então passei a fazer curso de bateria sob indicação do pai, foi aí que me identifiquei, passando a estudar várias horas por dia e sempre sonhando em seguir carreira.

VC - Fale sobre a ideia de bateria com as músicas da sua banda.
Sobre as composições da bateria na minha banda, sempre foram no estilo rock/ metal, a qual é o estilo que me dediquei nos estudos, então por ser as técnicas que domino mais, optei por utilizar elas nas composições, tanto no instrumental, quanto na Holligans.

VC - Gosta de estar na estrada ou prefere os estúdios, ensaios?
Tenho preferência em estar trabalhando na estrada, realizando shows, mas o estúdio é algo que gosto muito também. Bateristas ou qualquer outro músico sempre estão em contínuos estudos, sempre há algo novo a ser estudado, a ser aprendido, e claro, os ensaios também ensinam muito.

VC - Quais são os bateristas que admira ou influenciaram você?
Tenho muita influência do Eloy Casagrande, baterista que mais admiro e me identifico, também tenho influência de Aquiles Priester e vários outros.

VC - Tocando em um show ou gravação, já aconteceu de dar branco ou alguma gafe?
Como são mais de uma banda e várias músicas para lembrar, sempre acaba dando aquele pequeno branco, mas não deixamos transparecer dentro da música (kkk).

VC - Agora dando aulas de bateria, o que os alunos mais procuram no seu estilo?
Os alunos na maioria das vezes procuram por aprender sempre o rock, algo que para mim não seja tão difícil, pois já estou dentro desse estilo a uns anos e com certeza o que mais gosto. Mas tem alunos que vem com objetivos prontos e trabalhamos de maneira que seja melhor para ele.

Rodrigo Melo, baterista da banda Disaster e banda Aldar
VC - Como surgiu seu interesse na música e principalmente a escolha pela bateria?
R: Sempre gostei de música e tive interesse em tocar algum instrumento. Passei por vários deles antes de tocar bateria, mas quando comecei a ter interesse em aprender a tocar bateria senti que foi o instrumento que eu mais me identifiquei.

VC - Fale sobre a ideia de bateria com as músicas da sua banda.
R: Na Disaster as linhas de bateria são bem trabalhadas e requerem um pouco mais de dedicação ao instrumento para executa-las com segurança.

VC - Gosta de estar na estrada ou prefere os estúdios, ensaios?
R: Eu gosto muito da rotina de estúdio, de juntar as ideias e gravar músicas, inclusive estamos preparando um single com a Disaster na formação completa da banda. A emoção e o frio na barriga que rola antes de cada show são inexplicáveis e o sentimento de "dever cumprido" no fim de cada show bem-sucedido também é uma sensação muito boa. Não consigo dizer o que prefiro, me sinto bem fazendo ambas as coisas.

VC - Hoje em dia, você ainda pratica exercícios, estuda ou prefere sentar na bateria, apenas para ensaios ou apresentações?
R: Eu tenho uma rotina de estudos, mas sou um pouco relaxado nessa parte, gosto mais de tirar e executar as músicas.

VC - Quais são os bateristas que admira ou influenciaram você?
R: Vários nomes me influenciaram desde que eu comecei a tocar, dentre eles tem brasileiros como o Eloy Casagrande, Aquiles Priestere, Igor Cavalera. Já da parte dos gringos admiro o Mike Portnoy, Taylor Hawkins, acho que a pegada do Dave Grohl é pesada também, não posso deixar de citar o Alex Shelnutt, que é um monstro.

VC - Tocando em um show ou gravação, já aconteceu de dar branco ou alguma gafe?
R: É normal esquecer alguma coisa de alguma música, sempre acontece, mas no decorrer da música eu sempre lembro.

Rafael Dumke – Baterista e professor na Escola Academia Musical
VC - Como surgiu seu interesse na música e principalmente a escolha pela bateria?
Meu primeiro contato com a bateria foi quando eu tinha 5, 6 anos e meu pai tocava guitarra na Banda Brilho, eu o acompanhava em alguns ensaios e bailes e ficava fascinado com aquele instrumento. Ali foi me primeiro contato.

VC - Fale sobre a ideia de bateria com as músicas da sua banda.
Hoje em dia eu trabalho como baterista na mesma banda onde despertei o interesse pela música, a Banda Brilho. Atualmente tocamos um repertório de 4 horas e meia e até 5 horas sem intervalos, que abrange muitos estilos diferentes. E a bateria não pode parar, é o instrumento que sustenta o ritmo da festa, e é necessário tocar com técnica e resistência e feelling por todas essas horas.

VC - Gosta de estar na estrada ou prefere os estúdios, ensaios?
Para trabalhar como músico profissional é necessário estar preparado para todas as oportunidades, gravar em estúdio é algo muito bacana e acrescenta muito musicalmente. Mas a estrada, o palco e a energia do público é algo incrível.

VC - Hoje em dia, você ainda pratica exercícios, estuda ou prefere sentar na bateria, apenas para ensaios ou apresentações?
Com certeza, estudo todos os dias, existem muitos exercícios, muitas técnicas e acredito e espero estudar e praticar a vida toda, sempre há mais a se aprender, o conhecimento musical não tem fim.

VC - Quais são os bateristas que admira ou influenciaram você?
Admiro muito os bateristas que contribuíram com meu crescimento musical, mais precisamente os que bateristas que foram meus professores Alcides Martins (Bolinha) e o Jean Gavião de Toledo. Atualmente estudo com o baterista Maikom Maximo de SP. Mas é claro que ao longo desses anos tive muitas outras pessoas que me influenciaram e me inspiraram.

VC - Tocando em um show ou gravação, já aconteceu de dar branco ou alguma gafe?
A Banda Brilho possui um repertório de mais de 200 músicas, conciliar aulas, gravações e ainda toco em uma banda Católica, então as gafes e os brancos são normais, mas nada tão grave que comprometa algum trabalho.

VC - Agora dando aulas de bateria, o que os alunos mais procuram no seu estilo?
Eu trabalho com aulas há dez anos, então já tive vários alunos, com gostos musicais diferentes. Tenho alunos que vem para aprender Sertanejo, outros Rock, Metal e também atendo muitos alunos que tocam Gospel. Então procuro sempre estudar vários estilos para poder ajudar meus alunos, sem contar que sempre aprendemos muito com os alunos.

Ernesto Bradacz - baterista banda Microfonia Crônica
VC - Como surgiu seu interesse na música e principalmente a escolha pela bateria?
Herdei meu interesse por música do meu avô, que era maestro, minha família sempre esteve envolvida. A escolha da bateria foi lá por 9 anos de idade, mas somente aos 29 anos pude realizar o sonho de ter uma bateria.

VC - Fale sobre a ideia de bateria com as músicas da sua banda.
Na Microfonia Crônica, somos abertos a sugestões, todos do grupo opinam. As músicas são um mix entre o meu estilo e os arranjos da guitarra e baixo. Sempre tentando não ofuscar o resto dos instrumentos.

VC - Gosta de estar na estrada ou prefere os estúdios?
Os dois, cada um ao seu momento. É muito gratificante compor, gravar e depois ver as pessoas assistindo e cantando junto. Conhecendo cada batida, cada acorde da guitarra.

VC - Hoje em dia, você ainda pratica exercícios, estuda ou prefere sentar na bateria, apenas para ensaios ou apresentações?
O estudo é fundamental, posso afirmar que os estudos jamais terminam. A prática é essencial para progredir e manter a coordenação de forma natural.

VC - Quais são os bateristas que admira ou influenciaram você?
O baterista de maior relevância para mim, sem sombra de dúvida é o Buddy Rich, depois vem Kiko Freitas e Jojo Meyer. No rock David Lovery, Young e Marky Ramone.

VC - Tocando em um show ou gravação, já aconteceu de dar branco ou alguma gafe?
Erros acontecem sempre, é uma virada que errei, é uma parte da música que não lembrava, mas isso faz parte. Só espero nunca cair da cadeira e assim derrubar os pratos no chão, morreria de vergonha, acho que entraria no bumbo e só sairia depois no final!

Fonte: Várzea Cultural/Fotos: Divulgação

Sobre

Estreiamos a coluna Várzea Cultural, um projeto que começou a ser pensado em uma conversa informal entre amigos e foi colocado em funcionamento.
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE