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Várzea Cultural por Felipe Becker
05/09/2016 12:53
Conheça Sam, palotinense apaixonado por música

Hoje a Várzea Cultural traz a história do músico Samir Afonso de Carvalho, popular Sam, ele nascido em Palotina, tem vários anos na música já e cada vez mais tem interesse em aumentar seu conhecimento por ela enfim aprendendo vários instrumentos, conheça um pouco da história de Sam.

A música, para mim, sempre foi uma forma de transcender a comunicação tradicional. Uma forma de expressão que dispensa a linguagem comum, supera as palavras. Comecei a tocar contrabaixo quando adolescente, mas não tinha disciplina para aprender o instrumento. Foi apenas aos 18 anos, quando comecei a praticar violão que despertei de fato meu interesse por aprender mais de música. Sempre gostei muito de escutar música. Quando tinha treze anos, tinha que pagar 5 reais para ter uma coletânea de músicas gravada em um CD. Ou mesmo comprar um CD.

Enfim, o acesso à internet era mais restrito, e consequentemente o acesso à música era menos prático. Quem tem mais de 20 anos sabe do que estou falando. Na época gostava muito de punk rock e pop punk, ainda gosto um tanto, Blink 182, The Offspring, Neckdeep, Hawk Nelson, Green Day... escutava muito Linkin Park, Red Hot Chilli Peppers, etc.

Meu instrumento favorito é o violão, porque me parece ser o mais próximo de minha própria forma de expressão, dispensando qualquer auxílio eletrônico. O contato da madeira com o corpo quase que tornam do instrumento e do músico um indivíduo só, cuja voz vibra através das cordas. Não sou eu quem está dizendo isso, mas é algo que um de meus músicos favoritos dizia. Ele não é muito conhecido, chama-se Chris Carrabba, tocava na banda Dashboard Confessional. É uma de minhas principais influências, já que gosto muito de sons acústicos que exploram bem o violão. Além dele, John Mayer me influencia bastante, e cresci muito enquanto músico e compositor escutando a mágica que ele faz. É um gênio, sem dúvidas. Além de um músico colossal, John é também um compositor genial.

Não posso dizer que sou eclético quando se trata de música. Na verdade, gosto de estilos específicos, rock, mas nada pesado demais. Alguma coisa de pop, blues e jazz. Um pouco de música clássica (especialmente piano, tipo Debussy ou Chopin, ou o violoncelo do Bach...mais para relaxar ou ler) e Ambient music (principalmente Brian Eno e Irv Teibel). O que mais tenho escutado ultimamente é: John Mayer, The 1975, Hozier, Brian Eno, Ed Sheeran, John Butler...etc.

Meus próximos objetivos musicais são aprender piano, violino e violoncelo. São objetivos de longo prazo, mas já estou começando a aprender.

Componho há seis ou sete anos. Tenho muita coisa escrita, boa parte é horrível, mas tem alguma coisa que se salva. No momento estou com o projeto “Dream, babe!”, um EP em inglês. Estou gravando na sonora com a ajuda do Fernando Bonfim e Rafael Pelin, que trabalham no estúdio, e do Luan Vilella, Rodrigo Melo e João Farias, da banda Disaster. Eles estão me ajudando bastante com a parte musical, arranjos e afins, são músicos sensacionais. As letras tratam das coisas triviais que acontecem na vida de um jovem comum. “Goddamn Young” fala sobre o processo inevitável de envelhecer e ver os antigos problemas se transformando, responsabilidades aumentando, as formas de vivenciar velhas questões mudando também. “Through Good and Bad” é sobre amizade; digo, verdadeiras amizades, e a importância dos amigos nos momentos difíceis. Gosto bastante do pré-refrão, a tradução é mais ou menos: “A lua vai cair antes que eu abandone meus amigos para seus demônios”.

Acho que todo mundo sabe o tipo de amizade de que estou falando. A última é “Love and Diplomacy”, que trata do processo de se apaixonar. Existe uma certa diplomacia, que geralmente não funciona muito bem. Duas pessoas são como dois países, e a entrada a tais países é de certa forma restrita, mas não existem regras muito fixas e uma pessoa sempre acaba invadindo a outra e a diplomacia vai para os ares. O refrão diz mais ou menos: “Você está enchendo as ruas de minha alma, cada esquina. Como um raio de sol...”. Enfim, são coisas banais da vida de uma pessoa. E a música é uma forma de expressar coisas em uma linguagem comum, com que todos possam se identificar, e que desperte lembranças e emoções. Estou bastante ansioso para lançar esse projeto novo.

 

Fonte: Várzea Cultural/Fotos: Divulgação

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Estreiamos a coluna Várzea Cultural, um projeto que começou a ser pensado em uma conversa informal entre amigos e foi colocado em funcionamento.
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